segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Caderno da Militância


A Editora da Universidade Federal de Alagoas [UFAL] tem alguns poucos exemplares à venda.

Contato:

http://www.edufal.com.br/

Endereço:

Edufal - Editora da Universidade Federal de Alagoas

Prédio da Reitoria - Andar Térreo - Campus A.C. Simões

BR 104 Km 97,6 - Tabuleiro dos Martins

Sombra Maceió - AL, Brasil

CEP: 57072-970

Vendas On-line Felipe Almeida

contato@edufal.com.br

Fone:

+55 (82) 3214-1113

+55 (82) 3214-1111

domingo, 24 de novembro de 2013

O Cartão Postal do Stuckert


 
 

 
 
(*) Geraldo de Majella

 

            Após servir a sobremesa do jantar, a minha companheira Vânia Assumpção, colocou sobre a mesa cinco álbuns de fotografias, coloridas e preto-e-branco, de sua coleção.

Olhei com a curiosidade dos que procuram descobrir preciosidades. Vejo-me, muitas vezes, como se fosse um garimpeiro à procura de esmeraldas, ouro ou pedras preciosas de valor. Os historiadores, em grande medida, são seres com essas características.

            Não demorou muito, abri um dos álbuns e me deparei com duas joias raras: cartões fotográficos de Roberto Stuckert.

Fiz uma inevitável pergunta:

− Vânia, onde você comprou?

− Não comprei, ganhei de presente.

E me explicou, detalhadamente, que havia recebido de Dona Alma, uma imigrante octogenária russa. Dona Alma havia chegado a São Paulo após a revolução socialista de 1917. Em 1984, Vânia alugou um dos quartos de sua casa, onde viveria por um ano enquanto fazia um curso de especialização em paisagismo.

Quando estava retornando a Maceió recebeu como presente os dois Stuckert. Passamos um tempo falando sobre fotografia e sobre o Stuckert e outros importantes fotógrafos alagoanos ou que por aqui estiveram.

Num gesto de desprendimento, recebo das mãos de Vânia os dois cartões. A partir de agora vão para a minha coleção, e como não sou fominha, vou disponibilizá-los através da internet, pelo Blog do Majella, Jornal da Besta Fubana e pela minha página no Facebook.

Mas, afinal, quem é o fotógrafo R. Stuckert, que assina os cartões fotográficos ou postais?

Os Stuckert são originários da Suíça, tendo chegado ao Brasil pelo porto de Cabedelo, em João Pessoa (PB), em 1900. O patriarca da família, Eduard Francis Rudolf Deglon Stuckert, um homem de múltiplos ofícios profissionais, era fotógrafo, desenhista, escultor e intérprete em oito línguas estrangeiras.

A viagem entre o continente europeu e o Brasil durou quase um mês. Eduard Stuckert foi o responsável pela elaboração das cartas náuticas. Em João Pessoa, fixa residência e começa a trabalhar como fotógrafo, em companhia dos filhos Manfred, Gilberto e Eduardo Roberto. Criou o Foto Íris, que posteriormente mudou de nome e passou denominar-se Foto Stuckert, na rua Duque de Caxias. Entre 1900 e 1930 realizou um importante registro fotográfico da cidade, e em 1942, no Rio de Janeiro, expôs a sua coleção de desenhos de bico de pena e nanquim no Museu de Belas-Artes.

O filho caçula, Eduardo Roberto, na década de 1950 deixa João Pessoa e ao passar por Maceió (AL), emprega-se no jornal Gazeta de Alagoas e se torna o precursor do fotojornalismo. É dessa época a coleção de cartões fotográficos ou postais impressos e distribuídos nacionalmente.

Ao deixar Maceió, dirige-e à então Capital federal, Rio de Janeiro, e passa a trabalhar no jornal O Globo. Em 1957, durante o governo Juscelino Kubitschek, é destacado pela direção do jornal para fazer uma longa reportagem da construção de Brasília.

Eduardo trabalhou durante um ano fotografando a construção da nova capital do país e registrando o cotidiano da construção e dos trabalhadores. Quando é chamado de volta ao Rio de Janeiro, deixa o filho Roberto Stuckert a documentar a construção de Brasília.

Roberto depois se tornou conhecido também como fotógrafo, recebendo o apelido de Stukão. É a terceira geração da família a fotografar profissionalmente. Ao filho não restou outra alternativa a não ser permanecer em Brasília, onde criou raízes.            

Poucos meses antes de Brasília ser inaugurada, Eduardo Roberto retorna com toda a família para o Planalto Central, onde fixa residência. Na década de 1970, com os filhos Roberto, Rodolfo, Eduardo e Rosiane, funda a Stuckert Press, empresa de fotojornalismo.

Roberto Stuckert foi o fotógrafo oficial da Presidência da República no governo do general Figueiredo, trabalhou para jornais e revistas e realizou a cobertura de três copas do mundo.

A quarta geração da família Stuckert é representada por Ricardo Stuckert, brasiliense, fotógrafo desde os 19 anos de idade. Iniciou-se no jornalismo no jornal O Globo, passou pelas redações das revistas “Caras”, “Veja” e “IstoÉ”. Trabalhou na campanha presidencial de Luiz Inácio Lula da Silva e, durante os dois mandatos do presidente Lula, foi o fotógrafo oficial da presidência da República.

A família Stuckert continua em destaque no prestigioso trabalho de fotografar a presidência da República. Agora, quem está nessa função é Roberto Stuckert Filho, fotógrafo da presidenta Dilma Rousseff.    

 
(*) Historiador

 

 

sábado, 23 de novembro de 2013

 
 
 
 
 
 

A disputa política permite toda sorte de retórica. Populistas, insensíveis, reacionários, porra-loucas, o vocabulário é abrangente, da linguagem culta à chula.
Em todos esses anos acompanhando e participando de polêmicas, jamais vi definição mais sintética e arrasadora do que a do jurista Celso Antônio Bandeira de Mello sobre Joaquim Barbosa: “É uma pessoa má”.
Não se trata se julgamento moral ou político. Tem a ver com distúrbios psicológicos que acometem algumas pessoas, matando qualquer sentimento de compaixão ou humanidade ou de identificação com o próximo. É o estado de espírito que mais aproxima o homem dos animais.
O julgamento da bondade ou maldade não se dá no campo ideológico. Celso Antônio Bandeira de Mello é uma pessoa generosa, assim como Cláudio Lembo, cada qual com sua linha de pensamento. Conheci radicais de lado a lado que, no plano pessoal, são pessoas extremamente doces. Roberto Campos era um doce de pessoa, assim como Celso Furtado.
A maldade também não é característica moral. O advogado Saulo Ramos, o homem que me processou enquanto Ministro de Sarney, que conseguiu meu pescoço na Folha em 1987, que participou das maiores estripulias que já testemunhei de um advogado, nos anos 70 bancou o financiamento habitacional de um juiz cassado pelos militares. E fez aprovar uma lei equiparando direitos de filhos adotados com biológicos, em homenagem ao seu filho.
A maldade é um aleijão tão virulento, que existe pudor em expô-la às claras. Muitas vezes pessoas são levadas a atos de maldade, mas tratam de esconde-los atrás de subterfúgios variados, com o mesmo pudor que acomete o pai de família que sai à caça depois do expediente; ou os que buscam prazeres proibidos.
Joaquim Barbosa é um caso de maldade explícita. Longe de mim me aventurar a ensaios psicológicos sobre o que leva uma pessoa a esse estado de absoluta falta de compaixão. Mas a natureza da sua maldade é a mesma do agente penitenciário que se compraz em torturar prisioneiros; ou dos militares que participavam de sessões de tortura -- para me limitar aos operadores do poder de Estado. Apenas as circunstâncias diferem.
A natureza o dotou de uma garra e inteligência privilegiadas. Por mérito próprio, teve acesso ao que de mais elevado o pensamento jurídico internacional produziu, a ciência das leis, da cidadania, da consagração dos direitos.
Nada foi capaz de civilizar a brutalidade abrigada em seu peito, o prazer sádico de infligir o dano a terceiros, o sadismo de deixar incompleta uma ordem de prisão para saborear as consequências dos seus erros sobre um prisioneiro correndo risco de morte.
Involuntariamente, Genoíno deu a derradeira contribuição aos hábitos políticos nacionais: revelou, em toda sua extensão, a face tenebrosa da maldade.
Espera-se que nenhum político seja louco a ponto de abrir espaço para este senhor.
 

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Elza, parabéns.









Elza Rocha de Miranda, cabeleireira, alagoana, viúva do advogado, jornalista e dirigente comunista Jayme Amorim de Miranda, desparecido político em 1975, na cidade do Rio de Janeiro, onde foi sequestrado e assassinado.

Elza e Jayme constituíram uma família com quatros filhos: Olga Tatiana, Yuri Patrice, Jayme e André Miranda.

Esta mulher é uma entre tantas mulheres brasileiras, mãe, trabalhadora, que atravessou a dureza e as incertezas de ser obrigada a viver na clandestinidade, criar uma família em completa adversidade material, emocional e política.

Elza, desde fevereiro de 1975, luta para saber o paradeiro do seu companheiro e pais dos seus filhos.

Desejo a você Elza Rocha de Miranda saúde e paz e muitos mais anos de vida.
Feliz aniversário,parabéns. 

 

 

 
 
 
 

Comissão Estadual da Verdade Jayme Miranda


 
Fernando Costa e o padre Manoel Henrique
 
(*) Geraldo de Majella

 

A Comissão Estadual da Verdade Jayme Miranda, coordenada pelo Padre Manoel Henrique Santana, realizou a primeira sessão de depoimentos de vítimas e familiares da ditadura militar brasileira. Aconteceu no auditório do Museu da Imagem e do Som (MISA), no bairro de Jaraguá. Dois depoentes convidados compareceram: a advogada Ezir Colaço, irmã do ex-preso político e dirigente do antigo Partido Comunista Brasileiro (PCB), Rubens Colaço Rodrigues, e o funcionário público e advogado Fernando José Barros Costa, ex-preso político e militante do Partido Comunista Revolucionário (PCR).

O padre Manoel Henrique Santana, coordenador-geral da Comissão Estadual da Verdade (CEV), dirigiu os trabalhos. Estiveram presentes e contribuíram com perguntas os seguintes membros da CEV: a professora Alba Correia, a economista Marivone Loureiro e os advogados Everaldo Patriota e Delson Lyra.

 Fernando Costa foi preso em 1973 na praça da Faculdade de Medicina em Maceió. Era, à época, estudante de medicina da Universidade Federal de Alagoas (UFAL), e sofreu tortura por dias seguidos. Foram-lhe aplicados choques elétricos, espancamentos, sendo por diversas vezes colocado no pau de arara.

 A prisão foi realizada por uma guarnição do 20º Batalhão de Caçadores (20-BC), comandada pelo sargento e torturador Canaã.  Inicialmente foram presos Fernando e seu irmão Jeferson Costa. Em seguida, os militares do 20º BC estiveram na sua residência, no bairro do Prado em Maceió, e prenderam o pai, a mãe, um outro irmão e um primo.

Os estudantes Fernando e Jeferson Costa foram torturados, segundo afirmou Fernando Costa, nos antigos galpões da Petrobras, localizados no Tabuleiro do Martins. Nesse ano (1973), ocorreram outras prisões: os irmãos Breno e Denis Agra, Norton Sarmento, Paulo Newton de Azevedo, Miriam Soares Ferro, Vera Costa, Denisson Menezes, os médicos Luiz Nogueira Barros e Hélia Mendes, entre outros.

Estiveram presos na carceragem da Polícia Federal, Dops e no Quartel do 20º BC. Foram condenados à pena de seis meses de prisão, cumprindo-a no antigo presídio São Leonardo, em Maceió.

 

(*) Historiador

 

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

O Jardim Selvagem



(*) Luiz Carlos Figueiredo

Os novos poemas de Marcos de Farias Costa, em “O Jardim Selvagem”, vejam bem, leitores, nasceram em velhos tempos, nos momentos de etílica vigília, durante quarenta anos molhados em cachaça. Nada de falação boêmia. Entre um gole e outro, o silêncio, a conversa interior, viagem interna do eu-poético na maçaranduba do tempo. Daí resultaram os quase quatro elementos fundamentais do nosso cosmos: a água, a terra, o fogo e o éden (céu? ar?). Mas o que impressiona é esse Marcos Farias Costa, gigante do eterno inconformismo contra as injustiças, a hipocrisia, a gatunagem, os preconceitos, toda essa miséria humana – do aqui e do agora, do passado e do lá fora –, mostrar descara-damente, apesar dos aparentes escudos, a sua fraqueza. Não nos calcanhares ou no cotovelo, mas no coração, nos sen-timentos românticos e nobres, principalmente ao fazer rasgada e doce declaração de amor a Maceió: Pertenço a Maceió, sou o seu marido, somente nesta terra encontro abrigo... Em vez de caçador, serei a caça da cidade que fisgou meu coração. Que belo! Invejosamente, repito a mesma coisa. E tem mais: As ruas de Maceió agitam-se dentro de mim, com um barulho maior que a popu-lação de Pequim. Não desespera-damente, mas conscientemente, Marcos de Farias Costa desata-se em paixão pela água – vida – gentil que se bebe... Tudo enfim é água, e sem água tudo é fim, porém nas águas de mim, toda água é feliz.

Nem sempre Marcos de Farias é sincero, ou se comporta exageradamente irônico. Ele adora livros, vive entre livros, certamente deve acariciá-los, beijá-los ou lambê-los, quando ninguém, nem mesmo a Soninha, estiver por perto. Vejam, leitores, se tem cabimento o Marcos cantar: Seja o Bluteau ou o Moraes, dos livros já me escafedo, e falo, morrendo de medo: quem morou não mora mais! No fim, ele acaba confessando, já sincero, por que foge dos livros, glossários ou dicionários: Desculpe a sinceridade, mas é que o meu salário, de tão chinfrim, na verdade, nem dá pra comprar dicionário. Este aí, que está dentro deste livro, é um pedaço falante do interior do Marcos de Farias Costa, ora esperneando quase contra tudo, ora abrindo uma porta generosa, boa, romântica, numa voz que me lembra o tão querido e vibrante Orlando Silva.
(*) jornalista e escritor.
 

terça-feira, 17 de setembro de 2013

Queremos médicos, queremos saúde pública





(*) Geraldo de Majella

         A discussão a respeito da saúde pública no Brasil é um assunto importante, e talvez por envolver diretamente a vida, o bem maior de que se dispõe, aumentou e muito a temperatura do debate. O que antes se via ou era possível o cidadão comum perceber/deduzir eram tão somente temas tangenciados, mesclados com interesses sindicais e coorporativos.

Mas a crise aumentou, e nos últimos meses a discussão entre governo federal e entidades representativas dos médicos alcançou um ponto inimaginável: o impasse e a deflagração de “guerra” travestidos em boicotes e ameaças. O resultado foi uma perda para todos: os governos [nos três níveis], os médicos e a população. A guerra em que todos perdem é um haraquiri coletivo.

Para a população pobre e a de classe média baixa que necessita dos serviços médicos a “guerra” não se constitui em novidade. Estão perdendo faz tempo. Inclusive tem havido inúmeras perdas de vidas humanas, por falta de atendimento, negligência, dolo, incúria.

As alternativas para a superação da crise a partir dos médicos é pouco provável no momento. Há uma aposta pública no caos, e todas as tentativas de superar dificuldades para se oferecer serviços médicos elementares estão sendo torpedeadas pelas entidades médicas. O clima é de conflagração. O cabo de guerra foi esticado.

O “bode” que foi colocado na sala são os médicos cubanos. Os argumentos são irascíveis e de cunho ideológico, tendo sido ressuscitado um anticomunismo primitivo, remanescente do tempo da Guerra Fria, associado ao racismo latente na sociedade branca brasileira. O branco não é figurativo, neste caso. É afirmativo, pois foram os médicos que o expressaram a plenos pulmões nos aeroportos, nas redes sociais e através da mídia em geral.

Mas diante da explosão colérica das entidades médicas brasileira, o que dizer do respeitável New England Journal of Medicine, quando afirma categoricamente que “O sistema de saúde cubano parece irreal. Há muitos médicos. Todo mundo tem um médico de família. Tudo é gratuito, totalmente gratuito. Apesar do fato de que Cuba dispõe de recursos limitados, seu sistema de saúde resolveu problemas que o nosso (dos EUA) não conseguiu resolver ainda. Cuba dispõe agora do dobro de médicos por habitante do que os EUA”.

Os dados são irrefutáveis: em 2012, Cuba,  em suas 25 faculdades públicas de medicina formaram-se 5.315 médicos cubanos e mais 5.694 estrangeiros; todos estudaram de graça na Escola Latino-americana de Medicina (Elam). A Elam recebe estudantes de 116 países, inclusive dos Estados Unidos, e já formou 24 mil estrangeiros.

Mas o que está por trás de tudo isso é o modelo capitalista de medicina implantado no Brasil. Desde que o Sistema Único de Saúde [SUS] foi implantado vem sofrendo todo tipo de boicote e bombardeio das corporações médicas e da medicina de grupo.

As entidades médicas não representam os profissionais no sentido da reivindicação e até mesmo na construção de críticas ao SUS com o objetivo de corrigir rumos e melhorar a gestão. A guerra declarada ao governo tem o objetivo central de destruir o SUS e em seu lugar apresentam a privatizar da medicina como alternativa aos serviços públicos.

 O resultado desse enfrentamento deixa um saldo positivo. Primeiro: a população compreendeu e tem ficado do lado dos governos; segundo: a população, através das redes sociais, está atenta às movimentações da corporação médica; terceiro: é necessário e urgente o controle social da atividade dos médicos, tanto no serviço público quanto no privado; quarto: é fundamental, baixada a poeira, que o governo federal, os estaduais e os municipais sentem à mesa com a representação sindical e corporativa dos médicos para discutirem a modernização da gestão do SUS em todas as suas vertentes, da porta de entrada à porta de saída do sistema.

Ao se tornar pública e com um caráter ideológico, a batalha por mais médicos deve, serenados os ânimos, recobrar a razão, e a discussão central deverá se voltar para o atendimento básico de saúde da população. É importante observarmos o cenário alagoano. A estimativa é que existam em Alagoas cerca de 150 mil usuários de planos de saúde para uma população estimada pelo IBGE em 2013 de 3.300.938 habitantes. É uma conta simples de ser feita, pois exatos 3.150.000 habitantes dependem exclusivamente dos serviços públicos de saúde. 

É razoável retomar a discussão em patamares civilizados, onde a responsabilidade das partes seja assumida, para serem cobradas por todos nós, usuários e cidadãos brasileiros. Não se trata, afinal, de importar médicos cubanos ou não. A população necessita de cuidados médicos, a começar pelo atendimento básico. Queremos mais médicos e mais saúde pública de qualidade.

 

(*) Historiador.